Prostatectomia Radical Robótica

A cirurgia de câncer de próstata é um assunto muito discutido na atualidade, devido à grande incidência do quadro em homens a partir dos 50 anos de idade. No artigo de hoje, você compreenderá quais são os casos que requerem cirurgia como tratamento para o câncer de próstata e também esclarecerá suas dúvidas sobre a Prostatectomia Radical Robótica, um moderno procedimento cirúrgico para tratamento do câncer de próstata.

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A Próstata

É uma glândula que armazena e excreta um fluido que faz parte do sêmen. Ela se localiza entre a bexiga e o pênis e envolve a uretra.

O Câncer de Próstata

 

É um tipo de câncer que pode se comportar como uma doença praticamente "benigna", sem crescer e espalhar-se para outros órgãos, até uma doença agressiva, com crescimento para fora da próstata ou para outros órgãos como ossos e fígado. A maioria dos casos é descoberto quando os pacientes ainda não sentem nada, através do exame do PSA ou do exame de toque.

Quais são os casos que requerem cirurgia de câncer de próstata?


Depois dos câncer de pele não-melanoma, o câncer de próstata é o mais comum entre homens acima de 50 anos - somente no Brasil, a doença atinge mais de 62 mil novos casos e é responsável por cerca de 13 mil óbitos por ano.

Porém, diferentemente do que alguns pacientes acreditam, não são todos os casos de câncer de próstata que requerem a cirurgia para o tratamento. De modo geral, são dois os tipos de tumores na próstata.

O primeiro tipo é a hiperplasia, que consiste no crescimento benigno do órgão como um todo. O segundo tipo é o câncer, ou seja, o tumor maligno que, em 98% dos casos, é um adenocarcinoma, comumente é tratado através de cirurgias para retirada total da próstata, radioterapia ou acompanhamento através de exames periódicos, dependendo da orientação do médico urologista.

Tratamentos

Quando o câncer de próstata é localizado, ou seja, não espalhou-se para outros órgãos, existem três opções principais de tratamento:


A decisão pelo tratamento é baseada em informações sobre a doença como o valor do PSA, dados da biópsia da próstata, além de características de saúde do paciente e das suas preferências.

A Prostatectomia Radical

É a cirurgia que retira toda a próstata junto com as vesículas seminais, com o objetivo de curar o câncer de próstata na maioria das vezes. Pode ser realizada de três formas:


Cada uma destas opções tem indicações especificas vantagens e desvantagens que devem ser discutidas com seu urologista.

Cirurgia da próstata por laparoscopia: esclareça todas as suas dúvidas!


Entre as diversos tratamentos cirúrgicos existentes para a retirada total da próstata, se destaca a prostatectomia radical laparoscópica assistida por robótica, também conhecida como cirurgia robótica de próstata. Nos Estados Unidos, por exemplo, 85% dos casos que necessitam de cirurgia para o tratamento de próstata optam pela cirurgia robótica, sendo que 90% de todas as prostatectomias radicais são realizadas através desse método.

A prostatectomia radical laparoscópica assistida por robótica é um procedimento que permite ampliação da imagem observada e maior delicadeza na condução dos instrumentos. Além disso, a tecnologia também oferece maior conforto ao paciente, redução da dor, menos sangramento e recuperação pós-operatória com maior rapidez.

Quando aliada à sutileza do cirurgião robótico, a cirurgia da próstata por laparoscopia possibilita a retirada da próstata com o tumor, das vesículas seminais e dos linfonodos de forma precisa, auxiliando em grande parte dos casos na prevenção da lesão dos nervos responsáveis pela ereção e dos músculos responsáveis pela continência urinária. Assim, contribui para a recuperação funcional do paciente.

A cirurgia oferece um grande benefício, pois consegue remover a glândula através de pequenos cortes, com o auxílio de imagem tridimensional e de alta definição. Dessa forma, o cirurgião visualiza melhor a anatomia da próstata, oferecendo os benefícios de procedimentos minimamente invasivos.

A Prostatectomia Radical Laparoscópica Assistida por Robótica

Anestesia geral é utilizada e o paciente dorme durante todo o procedimento. Uma veia do braço é obtida para permitir administração de medicamentos. Antes da cirurgia é realizada a administração de antibióticos para prevenção de infecção.

A prostatectomia robótica inicia-se através da criação de 5 orifícios no abdômen de aproximadamente 1cm cada, que permitem a entrada de instrumentos da mesma forma que é a laparoscopia, mas no caso da robótica, estes instrumentos estão conectados a 4 braços robóticos os quais são controlados pelo cirurgião que opera em um console dentro da sala de cirurgia.

Estes instrumentos podem realizar uma grande variedade de movimentos mimetizando a mão humana. Entretanto, devido ao seu tamanho reduzido, eles permitem que o cirurgião acesse pequenos espaços dentro da cavidade abdominal com ajuda de uma imagem 3D aumentada, filtrando tremor das mãos permitindo maior delicadeza nos movimentos. O robô não realiza nenhum movimento sozinho, os instrumentos são controlados totalmente pelo cirurgião.

A ampliação da imagem e a delicadeza dos instrumentos aliada ao treinamento do cirurgião robótico permitem a retirada da próstata com o tumor, das vesículas seminais e dos linfonodos (ínguas) de forma precisa, auxiliando, na maioria das vezes, na prevenção de lesão dos nervos responsáveis pela ereção e dos músculos responsáveis pela continência urinária.

Depois de retirada da próstata, a bexiga é conectada à uretra através de sutura e é colocada uma sonda por geralmente 7 dias.

Possíveis benefícios da cirurgia robótica de próstata:


Desvantagens da robótica

Riscos e Complicações: Embora pouco frequentes, as complicações cirúrgicas ou clínicas podem acontecer após qualquer cirurgia, incluindo aquelas executadas com auxílio da tecnologia robótica. A mais frequentes são: tempo prolongado para o intestino voltar a funcionar, transfusão de hemoderivados , vazamento de urina no dreno, infecções pulmonares, lesões de estruturas adjacentes à próstata, necessidade de re-operações, dor ou lesões nos membros pelo posicionamento durante a cirurgia, internação hospitalar prolongada.

Recuperação do procedimento: varia para cada paciente: A maioria dos pacientes recebe alta hospitalar dentro de 48 e 72 horas horas após a cirurgia . Em geral pouca medicação para dor é necessária. Atividades diárias normais geralmente podem ser retomadas dentro de 10 dias. Deve-se evitar esforço físico, como por exemplo, levantar peso, por 04-06 semanas. É normal perder urinas nos primeiros dias após a retirada da sonda e o tempo para recuperação da continência urinária é variável, assim como o grau de incontinência , porém de modo geral, a maioria dos pacientes recupera a continência dentro de 03 a 06 meses após a cirurgia. Este período pode se prorrogar até um ano. A recuperação da potência sexual depende de diversos fatores como idade do paciente, do grau do câncer e tipo de cirurgia realizada (com ou sem preservação dos nervos da ereção), função sexual antes da cirurgia, entre outros. Abstinência sexual é recomendada por 04 semanas após a cirurgia. Recomenda-se a utilização de medicamentos para melhorar a recuperação da ereção. A taxa de mortalidade pela prostatectomia radical independente do acesso utilizado e é menor que 0.1%. Esta situação extrema, normalmente está associada a complicações clínicas importantes em pacientes com doenças associadas pré- operatórias graves.

Complicações tardias: Algumas complicações cirúrgicas ou clínicas tardias podem acontecer após o procedimento, independentemente do acesso utilizado. Seguem abaixo algumas das complicações tardias que podem ocorrer: Estreitamento do canal da urina, infecção urinária,  hérnia no local das incisões, incontinência urinária, impotência sexual, linfocele.

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Dr Lucas Burttet - CRM 31326

 

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